No último final de semana, resolvemos ir à Vila de
Paranapicaba para participar do Festival de Inverno. Depois de um sábado gelado
e com neblina que impossibilitava a visão de qualquer paisagem, acordamos com o
sol iluminando o vale onde está localizada a Estação Ferroviária de Paranapiacaba,
palavra que em tupi guarani significa “lugar de onde se vê o mar”.
Esta vila foi
construída como centro de controle operacional e residência para os
funcionários da companhia inglesa de trens São Paulo Railway -Estrada de Ferro que possibilitava o
transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos e,
vice-versa.
Aproveitando o dia ensolarado, fomos visitar os pontos
históricos da vila. Um deles, o Museu do Castelo, é um prédio que foi construído na colina mais alta da Vila
por volta de 1897, para ser a residência do engenheiro-chefe que gerenciava o
tráfego de trens na subida e descida da Serra do Mar, o pátio de manobras, as oficinas e os funcionários residentes na vila.
Nossa surpresa durante a visita foi descobrir que as cores
utilizadas nos diversos ambientes eram
baseadas na cromoterapia, prática já comum nas residências de alto padrão da
Inglaterra do século XVIII.
Na sala de reuniões para receber os ferroviários e
fornecedores entre outros, as paredes são vermelhas para que a permanência das
pessoas fosse o suficiente para resolver o assunto em questão.
No escritório privativo, onde eram recebidos os engenheiros,
o verde intenso nas paredes para ajudar na concentração. Além disso, no centro
do piso de madeira uma rosa dos ventos e no teto as ripas de madeira
convergindo para o centro do mesmo, faz com que as pessoas ali presentes
mantenham a atenção.
No dormitório do casal e no dormitório das crianças, o azul
para tranquilidade durante o descanso.
No restante dos cômodos, as paredes foram pintadas com um bege bem clarinho.
Enfim, como é bom aprender
um pouco mais! Valeu o passeio!

